O que é o troço podcast…
Faz tempo que tenho uma opinião muito bem formada sobre o assunto.
Começo contando que sou formada em Rádio e Tv, trabalho com publicidade desde sempre e nos últimos 8 anos só com áudio. Ou seja nestes últimos 8 anos eu comi, bebi e respirei áudio, também troquei de carro, construi minha casa, comprei roupas, viajei e crio 2 filhas, com áudio. Destes 8 nos últimos quase 4 trabalhei com podcast.
Minha opinião 1
O que “é” o podcast ( minha opinião, óbvio) é um áudio, ponto. É um MP3. Partindo disto este áudio pode estar apenas numa fita cassete (como eu fazia qdo adolescente, gravava amigos e entrevistas etc…) ou num CD e ser ouvido por vc e seus amigos na sua casa ou carro, pode estar no seu site, pode estar no rádio, no autofalante da praça ou num carro de som. O único lugar em que ele não poderá estar é num podcast.
Ou seja, podcast não é … um programa não é DE podcast, mas sim EM ou PARA podcast.
Podcast é a forma que o seu áudio é distribuído e recebido, um programa em podcast tem a praticidade de ser ouvido quando e onde quiser, pode ser feito por qualquer pessoa que tiver interesse e, ouvido por quem quiser ouvir aquele assunto ou aquela pessoa falando sozinha, aquela música … enfim o que tiver de sonoro naquele áudio.
Minha opinião 2
Como é concebido o programa em podcast. Desde que todos nós aqui nos conhecemos por gente, ouvimos rádio. Sendo assim é absolutamente impossível não utilizar este como referência. Existe uma gama imensa de formatos de programas em rádio; musical, bate bola, bate papo, humor, escracho, religioso, debates, etc… que fatalmente são utilizados como base para os programas em podcast.
Comecei este assunto por causa do amigo Eddie Silva (@eddienews) um dos personagens mais engajados e dedicados no assunto. Eu discordo dele qdo fala que, dizer que programa em podcast é rádio na internet é ensinar errado, é como explicar que o microondas é tipo um fogão sem gás e que explicando desta forma o conceito vai ser replicado erradamente.
Como disse, discordo. O programa em podcast é como rádio na internet, claro que o conceito literal de rádio é aquela coisa toda de ondas e tal, mas o conceito “ouvir” conteúdo de entretenimento, informação, música, opinião e etc… é o mesmo. Bem como o microondas, ué ele não esquenta a comida, sim. A finalidade e resultado são os mesmos.
E os Videocasts, são programas de vídeo que estão disponíveis e são distribuídos via internet, através do mesmo processo de FEED dos Podcasts.
Tanto os Podcasts quanto os Videocasts podem migrar da internet para uma emissora e vice-versa. São na essência um mesmo tipo de produção, feitos com câmeras, luzes, microfones, editados, musicados, vinhetados, locutados, etc.
Minha opinião 3
Mas aí, meu outro amigo o Sergio Vieria (@sergiovds) diz que o rádio é mercado, esta seria uma grande diferença. Discordo de novo, Rádio, TV, Internet e outras mídias que estão por vir, são mercado sim, eu ganho dinheiro com isto.
A internet dos blogs corporativos, dos links patrocinados, dos posts pagos e dos desconhecidos ganhando espaço e dinheiro na WEB, está indo com força total, internet é mercado também. A meu ver, tudo que atinge pelo menos 2 pessoas pode ser mercado.
Claro que diferentemente das emissoras de rádio, a internet tem espaço também para a liberdade de expressão livre de precificação. Respeito.
Minha opinião 4
Portanto tentar fazer de um “sistema” um conceito ideológico é dificultar ainda mais a boa percepção de quem ainda não entende o que é nem para que serve.
Explicar fazendo esta introdução muito mais cômoda para um ouvido leigo e então ir desenhando as facilidades, benefícios, qualidades e atrativos torna-se mais fácil o entendimento e interesse pelo assunto.
Pronto opiniei sobre o troço. Num outro post opinarei sobre o que temos no mercado, qualidade e afins.
#prontofalei




Endossada.
Fiz rádio por 17 anos e tô na web desde a pré historia.
Digo mais: pouca gente além de Maria Fernanda “podizer” com tanto lastro tanto sobre o assunto.
Fã.
Muito bom! Concordo!
Como disse no “tuiter” , nosso cérebro trabalha com associações, e acho que não tem outra referencia ou associação para o podcast do que a rádio, para uma primeira compreensão.
Imagina antigamente, para explicar o que é uma TV, quando só tinha cinema.
Pra quem é leigo, começar explicando a parte técnica do negócio não ajuda nada.
Bjs
Muito bom dona Mellancia. Concordo com o que foi dito, apesar das diferenças entre rádio e podcasts, as semelhanças são muito mais acentuadas, por isso, explicar pra alguém que um podcast é como um programa de rádio, mas que é distribuído na Internet pra quem quiser baixar, quando quiser baixar, se torna uma boa maneira de introduzir o assunto com alguma base para compreensão.
Abraço.
Quando eu era pequenininho lá em Barbacena uma das diversões era montar programas de “rádio” em fitas K7, e distribuir pros amigos. Fazíamos entrevistas, tocávamos músicas, fazíamos montagens engraçadas…
Aí 20, 30 anos depois aparece um pessoal dizendo que está revolucionando a comunicação na Internet, repetindo os MESMOS modelos do que fazíamos quando crianças, e do que é feito desde sempre nas rádios AM.
Curioso é que a maioria dos podcasteiros que conheço é elitista e despreza rádio AM como coisa de pobre.
Devo dizer que este post ficará nos meus bookmarks para enviar toda vez que alguém começar o discurso ideológico-revolucionário sobre podcasts.
Respeitando muito a opinião Mafê, que falou com propriedade por ser experiente no assunto, mas como opiniões contrárias só valorizam as discussões [principalmente de uma mídia em formação no Brasil], venho para discordar.
Vamos a uma história imaginária:
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Simba é um podcaster iniciante. Tem pouco mais de 3 programas lançados e está se aventurando na podosfera. Recebeu um convite para dar uma palestra sobre novas mídias, entre elas, podcast. Topou na hora! “Vou divulgar meu programa para várias pessoas da faculdade“, comemorou.
Começou a palestra dizendo:
- Podcast é, tipo, um programa de rádio para Internet.
O público vai a loucura. Adorou a novidade. Muitos ali adoram MSN e Orkut. Seria uma grande oportunidade de ficar escutando a rádio do seu colega de sala enquanto trabalha.
Scar, uma das pessoas que estava na platéia, chegou em casa e acessou o site do Simba para poder escutar a rádio dele. Ao ver as possibilidades escutar, seja fazendo download ou apertando o Play, decidiu apertar o play.
Ele já sabia, mas para sua surpresa, o Simba não tinha voz de radialista. De vez em quando o Simba gaguejava. O áudio estava meio picotado e o som muito alto [não dava nem para escutar direito o que o Simba falava].
Simba ainda leu dois comentários dos ouvintes sobre o programa passado e Scar não entendeu bem o motivo. “Hein?”, disse ele. De vez em quando ainda se escutava uns barulhinhos de chat do programa Skype. Bem estranho isso. No fim do programa o Scar disse:
- É, isso nem de longe é uma rádio. Sobre o que ele disse, a única coisa verdadeira é que está na internet, porque rádio não é.
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Resumindo. Quando se cria um rótulo de que podcast é uma rádio para internet, isso vale tanto para os mais novos, como para os mais experientes. Por ser uma mídia “nova”, todo mundo se sente no direito de falar sobre ela por aí mesmo sem saber direito quais os seus conceitos. Por isso proliferar analogias sobre uma mídia já solidificada [como é a rádio] é uma faca de dois gumes. Para aqueles que possuem programas bons, pode até funcionar. Para aqueles que estão começando ou que já estão aí há muito tempo [mesmo que sem muito destaque], pode se considerar uma proliferação de uma inverdade.
Da mesma forma que explicamos o que é um IPhone de formas diferentes quando apresentamos para um público de universitários antenados ou para um grupo de idosos querendo se incluir digitalmente, temos como explicar o que é podcast sem fazer analogias com outras mídias, mesmo que sejam mídias mães.
Eu abro minha palestra sobre podcast dizendo:
“RapaduraCast é um PODCAST. Ahh, não sabe o que é o RapaduraCast? O RC é um programa de áudio produzido para internet onde reunimos membros do portal Cinema com Rapadura para batermos um grande papo sobre cinema. Papo de bar mesmo! Vão desde as estréias até os grandes clássicos. Esse áudio você pode copiar para o seu computador e escutar nele, ou colocar no seu mp3 player favorito. Isso mesmo, ele é no formato MP3.
Se preferir, você pode apertar o botão PLAY no próprio site do programa e escutar lá mesmo.
Assim como o RapaduraCast, existem vários podcasts na internet que falam dos mais temas, vão desde futebol, humor e games até as novidades da tecnologia. É coisa que não acaba mais. Uns são conversas divertidas, outras mais informativas, outras musicais. É um mundo de possibilidades.”
Por ser uma mídia nova, não é fácil de explicar. Existem formas, mas se você diz que é uma rádio na internet, que não fique só nisso. Fale todos os pormenores da mídia e se responsabilize pelo o que falou, pois o futuro da mídia depende de quem faz e de quem prolifera seus conceitos.
PS: Eu também ganho para fazer podcast e estou a 4 anos na batalha.
[]’s
Eu me levanto!!!!
CLAP CLAP CLAP CLAP!!!
Minhas considerações (como podcaster e ex-professor de ensino fundamental e EJA (jovens e adultos))
1- Antes de explicar qualquer coisa, eu sempre tento analisar o “público-alvo”. Uma pessoa que não vive na internet provavelmente nunca ouviu falar em RSS, Feed, XML, agregador, etc. Colocar qualquer palavra dessa em uma explicação de “o que é podcast?” faz com que a possibilidade dele se desinteressar pelo assunto aumente consideravelmente.
2- Eu acredito em um conhecimento é construido aos poucos! Como é o caso do microondas citado por você. É muito mais fácil explicar a finalidade do que o funcionamento. Se a pessoa se interessar, o conhecimento de como funciona e, indiretamente, o conhecimento mais correto da ferramenta, aumenta conforme sua evolução no assunto.
3- Também acredito que a melhor ferramenta para o ensino é a analogia. Minha experiência mostra que é muito mais dificil explicar algo do zero do que mostrar algo popular e semelhante,e aos poucos ir mostrando as diferenças.
Mesmo porque, provavelmente depois de uma explicação complexa, com RSS, download, agregadores, iTunes, etc, a pessoa vai soltar “ah!!! esse tal de podcast é um tipo de rádio pela internet!!”
Adorei o texto… mudou muitos conceitos que eu tinha!
Jonny
Já falei muito sobre o assunto, mas aqui tem um dos 31 artigos que escrevi sobre podcasting que foca o meu ponto de vista: http://sergiovds.blogspot.com/2007/06/porque-podcasting-no-rdiodifuso.html
Absurdo o quanto nosso querido jurandir é articulado. Nossa, estou quase chorando (fã do jurandir claro)
Concordo com o que ele disse com toda sua maestria. Quando vou falar com alguem sobre os podcasts que escuto e acompanho, hoje em dia tomo muito cuidado ao faze-lo, mais a um tempo atraz não tomava esse cuidado e fui responsavel por fazer varios amigos e parentes, não entrarem nesse mundo, exatamente por terem se decepcionado.
Ótimo post como sempre
o/
Boooa! A discussão de como conceituar ‘podcast’ anda a mil nos últimos dias, e esta é uma ótima opinião.
Concordo com a maioria aqui. Respeito suas ideias, Jurandir, mas acho mais válido usar a analogia ao tentar explicar a um leigo o conceito de podcast.
Não vejo mal algum começar com “podcast é como uma rádio na internet”, desde que as devidas ressalvas sejam feitas. E como alguém aí já disse, o mais importante é deixar a finalidade do tal do podcast clara, para despertar o interesse, e deixar para que o funcionamente se esclareça mais tarde.
Querer incluir palavras com “feed” e “agregador” é loucura, não dá. Quando tentamos explicar qualquer coisa a qualquer pessoa, consideramos quem esta é. Não pode ser diferente com os podcasts. Uma vez tive que explicá-los a minha avó. Nem mesmo as palavras “download”, “mp3 player” e “arquivo” pude usar.
Vamos lá, minha opinião.
Acho que a principal questão na preocupação em como dar uma definição correta sobre o podcast deve se focar justamente na POPULARIZAÇÃO da mídia.
Apresentar um podcast da forma mais “erudita” possível para uma população que, na sua maioria, mal sabe ligar um computador (e falo isso com experiência de 15 anos na área de suporte técnico à cliente) é um erro tão primário quanto um neuro-cirurgião vir até aqui e explicar, da forma mais técnica possível, qual o procedimento de uma cirurgia de remoção de tumor no cérebro, especificando todo o porquê do edema formado. Afinal de contas, nós não temos a menor idéia de como é o procedimento, portanto, quanto mais fácil o médico explicar, melhor fica.
Confesso que tenho uma séria resistência em traçar um paralelo entre podcast e prorgama de rádio. Eu não me sinto confortável em dizer que um podcast é “tipo um programa de rádio na internet”. Porque sei que não é isso.
O que devemos fazer é explicar a mídia de forma adequada para os diversos públicos que devemos atingir. Como todo aprendizado, deve se seguir por estágios, por fases. Da mesma forma que um monte de gente que assina Sky e chama erroneamente toda anteninha em cima do telhado de parabólica. Se popularizou assim, mas o nome correto é “sistema de recepção de tv via satélite, analógico ou digital”.
O fato é que, por causa deste pequeno detalhe (a linguagem, a forma de apresentar o produto) é que o podcast no Brasil não se desenvolveu. O conhecimento ficou rodando entre aquieles que já conheciam a mídia (ou que já faziam podcasts), mas não chegou às empresas, aos demais internautas, ao grande público.
Acredito também que tudo tem o seu momento e forma de se apresentar. Não podemos, por exemplo, em um ambiente de nível universitário, tratar o podcast como programa de rádio. Teoricamente, este nível já está preparado para entender de forma mais objetiva do que se trata a mídia. Mas é inegável que não dá pra explicar da mesma forma para as tiazinhas que usam o computador só para falar com a neta que mora na Inglaterra pelo MSN ou para o moleque que fica o dia inteiro no Orkut e MSN. Pior ainda para uma população que quer mais saber do Big Brother do que qualquer outra coisa.
Conceitos e teorias mudam no decorrer dos anos, e, para tudo que existe, a melhor forma de se apresentar um produto para a maior parcela da população é com a linguagem mais próxima de sua realidade. Somos 40 milhões de internautas conectados, o que não significa que são 40 milhões de internautas preparados para saber o que é Feed RSS, XML, Tag Enclousure, agregador e derivados. Fora que, os que são realmente interessados, vão atrás das minúcias do que é e como funciona um podcast.
Portanto, penso que o mais importante é que se use uma linguagem que dê acesso adequado aos diversos tipos de internautas existentes. O mais importante é apresentar a mídia no Brasil de forma que ela se torne efetivamente popular, conhecida, massificada. Este tem que ser o objetivo final. Senão, vamos continuar que nem cachorros, correndo atrás do próprio rabo e incomodado com as moscas que ficam nos importunando. Uma vez que, para mim começa a dar certo, eu quero mais é ganhar dinheiro por causa do meu trabalho como podcaster e, se for preciso, mastigo toda a teoria e devolvo da forma mais fácil possível para aquele que for me pagar pra falar minhas bobagens na internet. Para mim, para explicar alguma coisa, “menos é mais”. O importante é conquistar pessoas e trazer adeptos para esta linguagem.
Bom, é a minha opinião… e tenho dito!!!
Abraços à todos!
My 2 cents:
Sei que não faço podcast a tanto tempo quanto a Mafê ou quanto tantos daqueles que estão aqui… Mas desde que me conheço por gente, sei que sou muito crítico com as palavras, porque sei que uma palavra dita errada é muito mais difícil de corrigir do que uma pedra lançada… Então vamos lá!
Realmente, a analogia entre rádio e podcast é quase inevitável. Mas isso é só porque ambos se tratam de audio e nada mais. Podcast é audio. Rádio é audio. Ambos envolvem a transmissão (casting). Logo, pode-se associar ambas, certo?
Churrasco é comida. Salada é comida. Ambas se compram em restaurantes. Logo, pode-se associar ambas? Bem, os vegetarianos vão discordar veementemente e os mais radicais vão dizer que carne não é comida, é crime. E os carnívoros também vão discordar, dizendo que só salada não alimenta nada e que é necessário as proteínas encontradas somente nas carnes, logo só salada não é comida.
O problema dessas associações é a supersimplificação dos objetos associados e comparados. E o problema nesta associação entre rádio e podcast começa quando analisamos o ponto em comum entre ambos: o audio. Podcast é audio? Não! Podcast é um meio pelo qual arquivos de mídia são transmitidos! Uma mídia em podcast pode ser em audio? Pode, como também pode ser em vídeo, conhecido como videocast ou “podcast de vídeo”, como também pode ser um arquivo PDF ou fotos em JPEG, já que o formato da mídia não importa, o importante é o meio pelo qual é transmitido…
A Mafê já disse lá em cima: “Podcast é a forma que o seu áudio é distribuído e recebido”, e eu ampliaria que não é só pra audio, mas pra qualquer mídia. O iTunes recebe arquivos em audio e vídeo, mas imagino que outros coletores possam receber outras formas de mídia também. E essa forma é através de uma assinatura de um feed.
Oras, se podcast não é o arquivo de audio, mas a forma como ele é recebido, vale ainda a associação entre podcast e rádio? A forma que ambos são recebidos é completamente diferente! Podcast é via podcast, rádio é via ondas de rádio. Um é via internet e coletado num coletor de feeds, outros é via ondas mecânicas e coletado num aparelho de rádio. Um requer assinatura e dá ao ouvinte o poder de ouvir quando quiser, outro basta ligar o aparelho, sem assinar e só sintonizar e deixa o ouvinte passivo pra escolher as músicas e programas a ouvir e quando ouvi-los. Eu sinceramente acho que as diferenças entre podcast e rádio são maiores do que as semelhanças…
Já que a gente define podcast pela forma como é transmitida, por que não associar podcast com algo que é transmitido da mesma forma: uma assinatura. Assina-se o feed para ouvir podcast. Então, podemos associar podcast a uma revista que você assina! Quando me perguntam o que é podcast eu digo que é como uma revista em audio pela internet que você faz uma assinatura e recebe em casa sempre que é lançado sem precisar se preocupar com isso. Então eu ensino como a pessoa pode assinar um podcast. E acreditem: não é difícil usar essa associação!
Eu prefiro associar o podcast à assinatura de uma revista do que associar à transmissão de rádio. E isso nos dá ainda a possibilidade de desassociar o podcast somente ao audio e nos permite abrir à definição para qualquer arquivo de mídia! Se pegarmos as definições de dicionário ou da wikipedia sobre podcast, todos vão se referir a arquivos de mídia e não somente de audio…
E realmente, se queremos expandir o conceito de podcast, se queremos amadurecer enquanto podcasters, então acho que devemos também deixar de associar essa mídia a outras que não vão ajudar nesse amadurecimento. Existem outros caminhos melhores e cabe a nós tentarmos descobrir qual é!
E essa é a minha opinião. My 2 cents…
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Perfeito… Adorei o Post…
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Ótimos posts! O original e os nos comentários, hehehe!
Pra mim que sou leigo em podcast, ou seja, não produzo, só possuo o blog e consumo podcasts (como o do seu digníssimo), acho ótimo posts que explicam, levantam opiniões e o pessoal complementa, criticando e apoiando de forma construtiva =)
Minha opinião, de quem só consome, é que ‘podcast’ é um novo meio de comunicação, como rádio e tv, na internet. Uma galera ou uma pessoa que monta um programa semanal/quinzenal/mensal sobre diversos assuntos como música, dicas de cinema, cultura nerd, etc. Há os que não tem compromissos com ‘grande qualidade’ sonora e montam seu programa só pelo ‘broadcast yourself’, e há aqueles que estão no meio de mídias sociais, querem se profissionalizar e colocam o melhor em seu programa. Estes últimos sempre serão os melhores, claro, mas a diversão de fazê-lo é a mesma. O resultado disso, jogam na internet e todo mundo fica feliz =D
Não adianta dizer que um não tem a ver com o outro.
Aliás, alguns programas de rádio, já são gravados e disponibilizados como podcast.
Logo será possível ‘baixar’ podcasts nos rádios dos automóveis, juntamente com as rádios online, via Internet sem fio.
Internet Car Radio:
http://www.technologyreview.com/communications/22173/?a=f
E então… será que os dois não estão bem próximos?
Valeu, Mafê, abraços!
Eu entendo a facilidade e naturalidade da comparação do Podcast com uma rádio. Mas vejo claramente que isto pode gerar um grande problema que seria um paradigma para um formato novo.
Quatro anos de história de podcast no Brasil não é nada, ainda temos muito o que aprender, desenvolver e explorar desta mídia. Sendo assim, considero que qualquer rótulo limita o processo evolutivo. Podcast é podcast e ainda é inexplorado em todo o seu potencial.
Uma das provas de como este processo ainda é um tanto inexplorado são as formas de interação, que se parecem demais com as utilizadas em outras mídias (tv ou rádio por exemplo) e que pode ser mudado. Mas como iremos mudar isto? Abrindo mão de rótulos ou paradigmas, quanto mais nós, que fazemos podcasts, repetirmos que é uma “Rádio na internet” este conceito se enraiza e fortalece, diminuindo possibilidades de expansão e crescimento.
Eu sou um mero mortal no meio de tantos icones e pessoas de renome que comentaram esse post da Mafê…..
Só venho dizer que até hoje tento explicar para os amigos leigos ( tanto quanto eu ) que isso não é Radio na Internet.
É um programa qualquer em Audio…..
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