Mães ao alto!

Já que foi parar no Jornal,  vou replicar aqui pois obviamente me diz respeito.

Como este link é para assinantes segue o texto na íntegra:

Aluno leva revólver à sala de aula e cria dilema em colégio

Caso ocorreu na Nossa Senhora das Graças, em SP; grupo de pais cobra expulsão do garoto

Arma calibre 38 pertencia ao pai do estudante e estava escondida em um armário; a própria família do garoto comunicou o fato à escola

Fotos Leonardo Wen/Folha Imagem

Fachada da escola Nossa Sra. das Graças, no Itaim bibi, em SP

LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL

Com um revólver Rossi calibre 38 na mochila, o estudante de 14 anos entrou na Escola Nossa Senhora das Graças, apelido “Gracinha”, 1.100 alunos oriundos de 900 famílias de classe média alta paulistana, mensalidades da ordem de R$ 1.600. Reservadamente, o adolescente retirou o artefato da bolsa e exibiu-o para cinco colegas. Também mostrou munição -de uma arma calibre 32.
O caso aconteceu no dia 13 de março. De lá para cá, a escola partiu-se em dois. Um grupo, ainda impactado pelas 16 mortes, apenas dois dias antes, em massacre provocado por um estudante na cidade de Winnenden, Alemanha, exige a imediata expulsão do adolescente. Outra parte quer fazer do fato uma oportunidade para debater a violência e a paz.
O revólver calibre 38 que entrou na escola brasileira pertencia ao pai do estudante. Tratava-se de uma arma legal, registrada na Polícia Civil de Mato Grosso. Estava escondida em um armário. O menino encontrou-a porque estava atrás de um cabo de computador, que os pais haviam retirado da máquina. Indo atrás do cabo, o rapaz encontrou o revólver.
Familiares, amigos e professores garantem que o menino não ameaçou ninguém com a arma. “É grave o que ele fez, mas não incluiu ameaça, e, sim, exibição”, diz uma mãe.
Quem tomou a iniciativa de denunciar o ocorrido foram os próprios pais do adolescente. Informados da traquinagem do garoto por outro pai, que soube da história pelo filho (um dos que viram a exibição da arma), eles correram para a escola.
Na segunda-feira da semana passada, bem cedinho, a família estava toda lá: pai, mãe e aluno. Procuraram o diretor da escola, professor Eduardo Roberto da Silva, 58, e a coordenadora pedagógico-educacional, Maria Stella Scavazzi, 64.
A escola suspendeu o menino imediatamente (ele ficará em casa até que se tome uma decisão sobre sua permanência ou não no corpo discente). Também incumbiu-o de realizar um trabalho com o tema “Cultura e Educação para a Paz”.
O pai deu-se outras tarefas. “Domingo, mostrei ao meu filho as estatísticas de mortes por acidentes com armas de fogo [54% dos quais envolvem crianças de zero a 14 anos, com duas mortes por dia].” Na segunda passada, toda a família foi à sede da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, entregar a arma e a munição.
“A gente nunca havia conversado com o X. sobre como ele deveria se comportar em relação ao revólver. Era como se essa arma, que estava guardada, nem existisse em nossa casa. Ela não fazia parte das nossas vidas”, disse a mãe à Folha.
“Eles tinham uma arma e nunca prestaram atenção ao imenso potencial destrutivo disso? E se tivesse morrido uma criança?”, atacou um pai, desejoso da expulsão do aluno.
Favorável à permanência do estudante, uma mãe respondeu: “Eu tenho garrafas de bebidas alcoólicas, canivete e até uma espada ninja decorativa. Para mim, o que aconteceu na escola -com essa arma- foi um alerta. É tanta coisa que a gente não presta atenção”.
“Tá bom, mas será que eu vou ter coragem de deixar o meu filho ir a uma festa de aniversário em que esse garoto esteja?”, perguntava-se, pragmática, outra mãe, chocada com a descoberta de que “não é só na periferia que alunos podem vir a ter contato com revólveres e outras armas”.
Pelo fato de seu filho ter andado com a arma, levado-a à escola, exibido-a, o pai do adolescente poderá ser acusado de negligência, com pena alternativa de prestação de trabalhos comunitários. Essa é a parte menos importante para a família: “Tudo foi tratado às claras. A permanência dele na escola vai provar que o caminho da verdade, por mais doloroso e difícil que seja, é o mais correto. Isso é o que quero ensinar a meu filho”, diz o pai.

Bacana né, tranquilizadora esta situação, minhas 2 filhas estudam lá.

Complementando o caso acima, este garoto é amigo da minha filha, os/as colegas aos quais ele mostrou a arma, são amigos/as da minha filha.

Eu participei da reunião na qual discutimos o assunto mas infelizmente nada havia sido definido pela escola, eu sou do time que aprova a expulsão claro, pois acredito que não pode haver 2 pesos nem 2 medidas em casos de má conduta, levou, usou, portou drogas, expulsão, xingou, desrespeitou, bateu, agrediu, expulsão. Pq há dúvida em expulsar este garoto??

Minha filha correu o risco de ser vítima de um acidente, ou de um atentado, certo? Na atual conjuntura do mundo quem duvida de alguma coisa? Eu não.

O que está “pegando” é : “temos que tratar isto com cautela pois este garoto precisa de suporte e os pais estão muito transtornados com a falha deles” , esta é a posição da escola, cautela.

Mas quem usa drogas ou tem desvio de comportamento, também não precisa de suporte? Mas estes foram expulsos…

A expulsão é a punição em qquer caso de má conduta séria, é cartão vermelho. Ele, o prórpio garoto espera por isto (disse inclusive para um amigo,” vou ser expulso”), os colegas tem certeza disto, mas isto ainda não aconteceu. Pior ainda é saber que outros muitos garotos estão tomando ele como um ídolo!! É, acreditem.

Este garoto fez a pior cagada da vida dele, foi querer dar uma de gostosão, sim, pois eu estou mais inclinada a achar isto do que colocar ele na prateleiras dos psicopatas juvenis,  foi posar de fodão e causou um belo estrago, na vida dele e dos pais…

Expulsar  é jogar o pepino pra outra escola? Tipo exclui o problema daqui e joga lá? Sim, em parte. Quem tem que arcar com isto é a família, a escola precisa agora cuidar dos que estão lá, trabalhar numa campanha de conscientização e etc. Se esta expulsão não acontecer, abrem-se precedentes para outras situações menos graves, (casos para expulsão), receberem apenas uma suspensão…

Enfim, coitado do moleque, mas a lei do oeste é clara, ajoelhou tem que rezar, fez tem que pagar.

Preciso cuidar do que é meu, minhas filhas.

Eu já a orientei a não abrir a boca para ninguém sobre este assunto, ela deve preservar este garoto para que ele tenha uma vida normal ali na frente, pois indo para outra escola, certamente terão amigos em comum, via festinhas, orkut etc… Se isto não cessar será realmente muito prejudicial, ser o garoto da arma pro resto da vida ele não merece. É uma pena inclusive que tenha saído no jornal.

Alguém por aqui concorda com a escola? Ou concorda com a expulsão?

Não mexe com minha filha não! #prontofalei